Paulistana de Verão

paulis

branca
segura a saia
surpreendente e mínima
como quem não
se sabe mostrar

no calor
desacostumada
insegura
atravessa a rua
revela-se quase
sem querer

beleza ZL
descolada
fingida pedra
desce da penha
retrô querendo-se moderna

o vento
leva-lhe a quase
saia
e vê-se a joia
surpresa lapidada
que desaparece na boca quente
do metrô

Frederico Barbosa, 1999

Link para estudo do poema por Susanna Busato

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