Sonda

tristeza
é esse supermercado
gelado na madrugadatudo muito limpo
e eu sentado de frente
prum louco
soltando pum
na área de alimentação

as periguetes

provocantes (argh)
compram bebida
para o baile country
ao lado

tudo falso e só

e eu quase morto
no supermercado

certo de ter feito

tudo errado
as escolhas equivocadas
do time ao gênero literário
do trabalho às inverdades 

tudo falso e só

eu sou o mentiroso
do pedaço

e eu aqui entre cowboys

só tenho essa arma
no frio do supermercado

um celular gelado

e a vontade de escrever
esse poema descompensado

Frederico Barbosa

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Um pensamento sobre “Sonda

  1. De Satélite para Sonda
    Vivian Schlesinger

    Só quando os cadáveres
    do porão da tua mente
    marcharem, assobiando
    saírem, voando
    e o espelho do papel
    estrangular tua prosa púrpura,
    só após quarenta anos no deserto
    tua alma, areia, teu peito, um fosso,
    abrirás teus olhos, juntarás teus ossos
    para escolher um amor abstrato
    ou muitas glórias concretas.

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